DESTINAÇÃO - CKR AMBIENTAL

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DESTINAÇÃO

Metodologias para Tratamento dos Resíduos:

- Coprocessamento:

O coprocessamento é uma técnica usada para destruir resíduos industriais de maneira responsável e definitiva, sem a criação de passivos ambientais.
Ao mesmo tempo, é uma forma de substituir matérias-primas e combustíveis fósseis, recuperando energia e materiais que seriam desperdiçados, preservando recursos para gerações futuras.

Com o intuito de aumentar a oferta de soluções aos seus clientes e também explorar fontes alternativas de energia que por muito tempo foram desperdiçadas, o Grupo Renova investiu no mercado de coprocessamento de resíduos utilizando resíduos diversos, a empresa extrai o alto poder calorífico dessas matérias-primas e produz combustíveis potentes o bastante para manter os fornos das cimenteiras superaquecidos.

Com o coprocessamento a companhia investiu maciçamente na aquisição de equipamentos altamente tecnológicos, como trituradores, granuladores, bombas calorimétricas e medidores de íons seletivos, além das adequações necessárias em suas instalações para atuar no segmento.

Em todas as etapas da produção do combustível alternativo, que tem como destino final empresas parceiras do Grupo Renova. Através de um processo altamente qualificado e rastreado, todas as cargas recebidas são devidamente amostradas e analisadas no laboratório próprio da empresa antes de serem processadas.

A partir dessa avaliação, um complexo sistema produtivo é iniciado, levando-se em consideração as características de cada resíduo, de modo a obter o CDR (combustível derivado de resíduo) de melhor qualidade possível para uso nas fábricas de cimento.

Todo o procedimento é minuciosamente acompanhado por análises laboratoriais, o que garante excelência e precisão na destinação dos resíduos e produção do CDR, além de proporcionar absoluta tranquilidade aos clientes.


Fluxograma do Processo de produção:



- Incineração:


A incineração é um processo de decomposição térmica, onde há redução de peso, do volume e das características de periculosidade dos resíduos, com a consequente eliminação da matéria orgânica e características de patogenicidade (capacidade de transmissão de doenças) através da combustão controlada. A redução de volume é geralmente superior a 90% e em peso, superior a 75%.

Para a garantia do meio ambiente a combustão tem que ser continuamente controlada. Com o volume atual dos resíduos industriais perigosos e o efeito nefasto quanto à sua disposição incorreto com resultados danosos à saúde humana e ao meio ambiente, é necessário todo cuidado no acondicionamento, na coleta, no transporte, no armazenamento, tratamento e disposição desses materiais.

Segundo a ABETRE (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento, Recuperação e Disposição de Resíduos Especiais) no Brasil, são 2,9 milhões de toneladas de resíduos industriais perigosos produzidos a cada 12 meses e apenas 600 mil são dispostas de modo apropriado. Do resíduo industrial tratado, 16% vão para aterros, 1% é incinerado e os 5% restantes são coprocessador, ou seja, transformam-se, por meio de queima, em parte da matéria-prima utilizada na fabricação de cimento.

O extraordinário volume de resíduo não tratado segue para lixões, conduta que acaba provocando acidentes ambientais bastante graves, além dos problemas de saúde pública. Os 2 milhões de resíduos industriais jogados em lixões significam futuras contaminações e agressões ao meio ambiente, comenta Carlos Fernandes, presidente da Abetre. No Estado de São Paulo, por exemplo, já existem, hoje, 184 áreas contaminadas e outras 277 estão sob suspeita de contaminação.



A recente Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) realizada pelo IBGE colheu dados alarmantes quanto ao destino das 4.000 toneladas de resíduos produzidos pelos serviços de saúde, coletadas diariamente e provenientes dos 5.507 municípios brasileiros. Apenas 14% das prefeituras pesquisadas afirmaram tratar do lixo de saúde de forma adequada. Este tipo de lixo “é um reservatório de microrganismos potencialmente perigosos, afirma documento da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Descontaminação e Reciclagem de Lâmpadas:

Processo de descontaminação e reciclagem de lâmpadas fluorescentes

Os processos de descontaminação e reciclagem das lâmpadas variam de acordo com o modelo do produto. Basicamente, separam-se os terminais (componentes de alumínio, soquetes plásticos, e estruturas metálicas/eletrônicas), o vidro (em forma de tubo, cilindro ou outro formato), o pó fosfórico (pó branco contido no interior da lâmpada) e, principalmente, o mercúrio, que é extraído e recuperado em seu estado líquido elementar. Todos os processos ocorrem por meio de equipamentos instalados sob circunstâncias especiais e em ambiente controlado, para que não haja fuga de vapores, e a contaminação do ambiente e das pessoas que operam os equipamentos. Posteriormente, os principais subprodutos (alumínio, vidro, soquetes, pó e mercúrio) podem ser reaproveitados. Abaixo, estão resumidas as principais etapas do processo de descontaminação e reciclagem:

A desmercurização térmica e a destilação são realizadas através de tecnologia capaz de extrair e recuperar o mercúrio, com boa qualidade e pureza para sua comercialização. Nestes equipamentos, o pó de fósforo e os bulbos internos contaminados com mercúrio, sofrem processo de descontaminação, e o mercúrio é recuperado em seu estado líquido elementar. Através destes processos, também se realiza o tratamento de termômetros, amálgamas dentários e outros resíduos mercuriais.

O vapor de mercúrio, capturado na etapa de ruptura controlada e separação dos componentes, segue para o Sistema de Controle de Emissão de Gases, composto por filtros de cartucho para a retenção do particulado e filtro de carvão ativado que retém os vapores de mercúrio.

As lâmpadas incandescentes não possuem mercúrio. Por isso, o processo consiste apenas na trituração e separação dos componentes (vidro e metais). Os subprodutos gerados são encaminhados para as indústrias de beneficiamento.

Disposição dos Resíduos em Aterros Classe I e II:



•   Aterros Classe I- para resíduos perigosos
•  Aterro Classe IIA- para resíduos não perigosos
•  Aterro Classe IIB- para resíduos inertes



Aterro Sanitário
Geralmente denomina-se de aterro sanitário o local para onde são destinados os resíduos urbanos provenientes do serviço de coleta municipal, mas ele também pode receber alguns
resíduos industriais não perigosos (Classe II), podendo ser chamado também de “Aterro Classe II”. O solo do local onde será despejado o resíduo deve ser impermeabilizado e são implantadas canaletas para coleta do chorume que será enviado para uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Também é feito o monitoramento do lençol freático e das emissões atmosféricas, podendo haver a captação dos gases gerados no aterro para geração de energia.

O local de despejo dos resíduos deve ser protegido das chuvas e o resíduo, compactado e enterrado todos os dias. Geralmente é feita a triagem dos resíduos (separação dos materiais recicláveis) e apenas o que não pode mesmo ser reciclado é enviado para o aterro.

Aterro Industrial
Possui o mesmo esquema básico do aterro sanitário, porém, para cá são enviados os resíduos provenientes das indústrias. Dependendo do tipo de resíduo eles necessitam de um pré-tratamento antes que sejam enterrados, podendo ser: estabilização, solidificação, encapsulamento ou neutralização. Você ainda poderá encontrar uma classificação para estes aterros de acordo com o tipo de resíduo que eles costumam receber: quando recebem resíduos perigosos recebem o nome de Aterro Industrial Classe I (ou somente “Aterro Classe I”), e quando recebem resíduos não perigosos são chamados de Aterro Industrial Classe IIA, para resíduos não inertes e Aterro Industrial Classe IIB para resíduos inertes. Este último pode dispensar a impermeabilização do solo, porém ainda deverá contar com um sistema completo de monitoramento.


Tratamento Físico Químico de Efluentes Industriais:



O tratamento de efluentes industriais ideal é indicado de acordo com a carga poluidora e presença de contaminantes. Apenas especialistas podem avaliar e realizar a coleta de amostras para análise de diversos parâmetros que representam a carga orgânica e a carga tóxica dos efluentes.

Os processos de tratamento são classificados em físicos, químicos e biológicos, conforme a natureza dos poluentes a serem removidos e/ou das operações unitárias utilizadas para o tratamento.

Processos físicos
São os processos que removem os sólidos em suspensão sedimentáveis e flutuantes através de separações físicas, tais como gradeamento, peneiramento, caixas separadoras de óleos e gorduras, sedimentação e flotação.

Os processos físicos também removem a matéria orgânica e inorgânica em suspensão coloidal e reduzem ou eliminam a presença de microrganismos por meio de processos de filtração em areia ou em membranas (microfiltração e ultrafiltrarão). Os processos físicos também são utilizados com a finalidade de desinfecção, tais como a radiação ultravioleta.

Processos químicos

Utilizam produtos químicos em seu processo, tais como: agentes de coagulação, floculação, neutralização de pH, oxidação, redução e desinfecção em diferentes etapas dos sistemas de tratamento. Conseguem remover os poluentes por meio de reações químicas, além de condicionar a mistura de efluentes que será tratada nos processos subsequentes.

Seus principais processos são:


•  Clarificação química (remove matéria orgânica coloidal, incluindo coliformes);
•  Eletrocoagulação (remove matéria orgânica, incluindo compostos coloidais, corantes e óleos/ gorduras);
•  Precipitação de fosfatos e outros sais (remoção de nutrientes), pela adição de coagulantes químicos compostos de ferro e ou alumínio;
•  Cloração para desinfecção;
•  Oxidação por ozônio, para a desinfecção;
•  Redução do cromo hexavalente;
•  Oxidação de cianetos;
•  Precipitação de metais tóxicos;
•  Troca iônica.

Tratamento Biológico de Efluentes Sanitários / Domésticos:



Processos biológicos

O tratamento biológico de esgotos e efluentes industriais tem o objetivo de remover a matéria orgânica dissolvida e em suspensão ao transformá-la em sólidos sedimentáveis (flocos biológicos) e gases. Basicamente, o tratamento biológico reproduz os fenômenos que ocorrem na natureza, mas em menor tempo.  
Seus principais processos são:

• Processos aeróbios, que são representados por lodos ativados e suas variantes, tais como, aeração prolongada, lodos ativados convencionais, lagoas aeradas facultativas e aeradas aeróbias;

• Processos facultativos, que são realizados pela utilização de biofilmes (filtros biológicos, biodiscos e biocontactores) e por algumas lagoas (fotossintéticas e aeradas facultativas). Os biocontactores apresentam também processos biológicos aeróbios;

• Os processos anaeróbios ocorrem em lagoas anaeróbias e biodigestores.


Tratamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde:

Processo Eletrotérmica



1) Recebimento e armazenamento dos resíduos;
2) Descaracterização e homogeneização dos resíduos;
3) Tratamento por desativação eletrotérmica;
4) Acondicionamento e transporte para destino final.

Vantagens

Atender uma grande quantidade de resíduos, eficiência na descaracterização dos resíduos, redução do volume, garantia que todo o resíduo será tratado, sistema fechado sem nenhum tipo de emissão, pressão negativa nas áreas de armazenamento e descaracterização e homogeneização.

O Sistema ETD – É realizado a operação com tecnologia LIMPA por DESATIVAÇÃO ELETRO TÉRMICA (Electro Thermal Deactivation – ETD TM), a qual inativa os microrganismos presentes nos resíduos através da exposição a um intenso campo elétrico de alta potência, gerado por ondas de rádio frequência. Neste processo, os resíduos infectantes absorvem a energia elétrica do campo magnético e se aquecem rapidamente e atingem temperaturas entre 90ºC a 100ºC com tempo de residência médio de 15 minutos. Esta tecnologia é considerada de alta desinfecção (nível III) conforme CONAMA nº 358/05.

Além de desativar os microrganismos, também reduz o volume em cerca de 80% e não emite nenhum poluente na atmosfera.

Atualmente recebe em média 90 t/dia de resíduos infectantes, atendendo toda a demanda do município de São Paulo e algumas cidades vizinhas.

Reciclagem:

A reciclagem é um processo industrial que converte o lixo descartado (matéria-prima secundária) em produto semelhante ao inicial ou outro. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora. A palavra reciclagem foi introduzida ao vocabulário internacional no final da década de 80, quando foi constatado que as fontes de petróleo e outras matérias-primas não renováveis estavam e estão se esgotando. Reciclar significa = Re (repetir) + Cycle (ciclo).

Para compreendermos a reciclagem, é importante "reciclarmos" o conceito que temos de lixo, deixando de enxergá-lo como uma coisa suja e inútil em sua totalidade.

O primeiro passo é perceber que o lixo é fonte de riqueza e que para ser reciclado deve ser separado. Ele pode ser separado de diversas maneiras, sendo a mais simples separar o lixo orgânico do inorgânico (lixo molhado/ lixo seco).

Na natureza nada se perde. Seres vivos chamados decompositores "comem" material sem vida ou em decomposição. Eles dividem a matéria para que ela possa ser reciclada e usada de novo. Esse é o chamado material biodegradável. Quando um animal morre, ele é reciclado pela natureza. Quando um material é dividido em pequenas peças, as bactérias e fungos, os mais importantes decompositores, já podem trabalhar.

Benefícios da Reciclagem para a economia, para a sociedade e para o Meio Ambiente.
Para a economia e sociedade:


Assegura renda a milhares de pessoas - cerca de 160.000 pessoas vivem exclusivamente da coleta de latas de alumínio e atividades relacionadas com a reciclagem no País - constituindo fonte permanente de ocupação e remuneração;

Injeta recursos nas economias locais, por meio da criação de empregos, recolhimento de impostos e desenvolvimento de novos mercados, como o de máquinas e equipamentos de coleta automática de embalagens, prensas hidráulicas de alta capacidade e mesmo simples amassadores de latas para uso doméstico;

Beneficia entidades assistenciais, igrejas e escolas. Atualmente, perto de 15 mil escolas e instituições de todo o país estão cadastradas em programas permanentes de reciclagem de latas de alumínio, que trocam as latas coletadas por cadernos, kits escolares, cestas básicas e equipamentos que vão de microcomputadores a televisores e máquinas copiadoras;

Fornece subsídios para o governo na definição de políticas ambientais destinadas a reciclagem de embalagens em geral.

Para o Meio Ambiente:

Além de reduzir a extração da bauxita - para cada mil quilos de alumínio que se recicla, por exemplo, poupa-se aproximadamente cinco mil quilos do minério bruto - a reciclagem poupa espaço nos aterros sanitários, pois as latas não chegam a ir para o lixo;

Estimula a consciência ambiental da população e das empresas, que passaram a ter um comportamento responsável em relação ao meio ambiente. Programas específicos de educação ambiental e de reciclagem desenvolvidos por empresas do setor em parceria com escolas, clubes e entidades beneficentes têm despertado o interesse cada vez maior da sociedade pela reciclagem;

O alto valor agregado da sucata de alumínio incentiva a reciclagem de outros materiais, dando força a um importante instrumento quando se fala em reciclagem: a coleta seletiva, que vem ganhando espaço em várias cidades brasileiras;

Reduz o volume de lixo gerado, contribuindo para a questão do tratamento de resíduos resultantes do consumo;

A reciclagem economiza até 95% da energia elétrica necessária para o processo produtivo. Em 2004, a reciclagem de latas de alumínio proporcionou a economia de cerca de 1.735 GWh/ano, o que corresponde a 0,5% de toda a energia gerada no país. Este total seria suficiente para atender a demanda de uma cidade de um milhão de habitantes, como Campinas (SP), por exemplo. Reciclar uma lata representa a economiza da energia suficiente para manter um aparelho de TV ligado por três horas.

Processos de Reciclagem:

De certa forma todos tem noção do que seja, mas quando questionados se reportam quase sempre ao termo "reciclagem" apenas como uma fase, que é a da coleta e separação.

É preciso esclarecer que "reciclagem" é um processo e não uma fase e é composto por três fases bem distintas:

Coleta e separação

Fase em que o material reciclável é coletado e acondicionado de maneira própria para ser enviado às industrias de revalorização ou de transformação.

Revalorização

Fase na qual o material que anteriormente foi separado passa, por um processo industrial adquirindo características semelhantes às que tinha antes de ser um produto, voltando a ser matéria prima.

Transformação

Fase na qual o material revalorizado anteriormente volta a ser um produto.

Após o cumprimento das três fases podemos dizer que realmente reciclamos um material. Entender estas fases e seus aspectos é fundamental para que possamos desenvolver qualquer ação ou projeto que tenhamos em mente. Pois só assim podemos entender o ciclo de vida do produto e o que fazer com ele após a sua vida útil.



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